Pesquisadoras do NAPI são premiadas em ações de ciência

O reconhecimento tem como base a pesquisa desenvolvida no NAPI Biodiversidade: Recursos Genéticos e Biotecnologia

O reconhecimento da pesquisa científica impulsiona, cada vez mais, para novos avanços e descobertas! No começo de 2025, o projeto ReMush, fruto de pesquisas desenvolvidas por pesquisadoras do NAPI Biodiversidade: Recursos Genéticos e Biotecnologia, conquistou o 3º lugar na categoria Ensino Médio e Ensino Superior no Hackathon Smart Agro 2025. Este foi um passo importante para a apresentação do estudo no campo científico, bem como para um reforço no caminho trilhado no desenvolvimento deste estudo. Você pode conferir tudo sobre o evento e a premiação na matéria Hackathon Smart Agro 2025 premia pesquisadores do NAPI.

 

O ReMush é responsável pelo desenvolvimento de uma alternativa com uma boa eficiência hídrica, fortalecimento das raízes e redução da dependência de irrigação e insumos sintéticos. A solução é um biomaterial a partir de resíduos agroindustriais e fungos, que contribui para o crescimento vegetal e auxilia na retenção de água no solo. 

 

Com essa inovação, no final do ano, o projeto foi destaque, mais uma vez, em mais dois importantes eventos de fomento à ciência: o Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime) e o Prêmio InovaClima. O primeiro integra as ações promovidas pela Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni) – em parceria da Fundação Araucária –, a qual compõe o Programa de Estímulo às Ações de Integração Universidade, Empresa, Governo e Sociedade idealizado pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

 

O Prime foi criado em 2021, com o objetivo de transformar o resultado de pesquisas acadêmicas em produtos, serviços e novos negócios, visando aquelas que possuam um potencial mercadológico. Assim, é possível impulsionar a inovação, respeitando a propriedade intelectual e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social paranaense.

 

Na edição de 2025, 120 pesquisadores participaram da primeira fase do programa. Desses, 35 avançaram para a segunda etapa e dez chegaram à fase final, entre eles o ReMush. Com isso, o projeto garantiu mentorias individuais para a equipe e um aporte financeiro de R$ 200 mil.

Equipe do ReMush recebendo o Programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime).

Já o Prêmio InovaClima é uma competição nacional de ciência, tecnologia e inovação, que busca identificar e reconhecer soluções de enfrentamento às mudanças climáticas, compondo a programação do Summit Agenda SP+Verde, evento de alcance internacional pré COP-30. Em 2025, o evento foi realizado em São Paulo (SP), onde o ReMush foi premiado em segundo lugar, na categoria Agricultura Sustentável – Projeto de Pesquisa, garantindo a doação de um celular da Receita Federal. 

 

A jornada do InovaClima 2025 teve início há sete meses, com 30 iniciativas participantes, de todas as regiões do Brasil, de acordo com a pesquisadora do projeto, farmacêutica e doutora em Biotecnologia, Beatriz Marjorie Marim. Posteriormente, 13 avançaram para a grande final, sendo divididas em duas categorias: Descarbonização/Transição Energética e  Agricultura Sustentável. O ReMush foi a única equipe da região Sul selecionada para a grande final.

Equipe do ReMush durante o prêmio InovaClima.

“Os prêmios conquistados pela Remush fortalecem a credibilidade científica e tecnológica do projeto, já que o reconhecimento externo comprova que nossa solução é inovadora e tem potencial de mercado. Ainda, ampliam nossa rede de contatos, conectando-nos com produtores rurais, investidores, parceiros estratégicos e programas de aceleração. E também ajudam a captar recursos e suporte técnico, porque muitos prêmios oferecem mentorias, infraestrutura e até aporte financeiro, acelerando o desenvolvimento do produto e sua validação em campo”, afirma Marim. 

 

Além disso, a pesquisadora explica que as premiações são fundamentais para o avanço do projeto, uma vez que divulgam e dão visibilidade ao trabalho de pesquisa desenvolvido na Universidade Estadual de Londrina (UEL), já que cada premiação leva o nome da UEL para eventos nacionais, redes de inovação, empresas e aceleradoras, mostrando que a pesquisa desenvolvida gera impacto real para a sociedade.

Equipe do ReMush recebendo o prêmio InovaClima.

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