Técnicas de Restauração Ecológica é tema de curso do NAPI

A capacitação foi ministrada na Prefeitura de Borrazópolis

A recuperação de áreas degradadas conta com aliado crucial: a restauração ecológica. Ela não se resume apenas em plantar árvores por aí, uma vez que é necessário muito conhecimento e técnica para realizar uma restauração que, efetivamente, devolva a saúde e capacidade de funcionamento ecológico ao ambiente, colaborando para recuperação da fauna e flora nativas. 

 

Para recuperar um espaço que perdeu suas características de origem, é necessário o conhecimento dos ambientes, conceitos, modelos, metodologias, ferramentas e práticas de restauração. E, claro, que para isso, é sempre essencial que gestores, funcionários e equipes responsáveis pela restauração ecológica busquem capacitações, novos aprendizados, atualizem técnicas e estudem cada vez mais. 

 

As técnicas de restauração ecológica são as mais variadas e condizem com a área que serão aplicadas, indo de plantio de mudas a semeadura direta, sendo super importante a formação de profissionais com condições de implantar, monitorar e avaliar estas áreas de forma efetiva.

 

Pensando nisso, o NAPI Biodiversidade: Recursos Genéticos e Biotecnologia elaborou o curso Técnicas de Restauração Ecológica, com o objetivo de aprofundar o conhecimento teórico e prático de profissionais do setor público, desde técnicos a gestores, capacitando-os com as técnicas mais atuais da pesquisa em Restauração Ecológica.

Curso Técnicas de Restauração Ecológica ministrado na Prefeitura de Borrazópolis

O curso foi ministrado na Prefeitura de Borrazópolis, entre os dias 18 e 19 de agosto, por pesquisadoras do Arranjo, altamente capacitadas na temática: a bióloga, doutora em Ciências Biológicas e especialista em Economia Ambiental, Jéssica Magon Garcia; a bióloga, mestre em Ciências Ambientais e especialista em Gestão dos Recursos Naturais e Planejamento Ambiental, Alexandrina Pujals; a bióloga, doutora em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais e professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Mariza Barion Romagnolo; bem como, a bióloga, doutora em Biologia Comparada e professora da UEM, Kazue Kawakita.

 

Os participantes foram os representantes das prefeituras de Novo Itacolomi, Borrazópolis, Cambira, Kaloré e Marumbi, bem como profissionais do setor público, secretários e técnicos de meio ambiente. “A motivação da realização do curso foi divulgar os conhecimentos científicos acerca dos mecanismos de restauração ecológica, como a sucessão ecológica e como utilizar as espécies nativas nos plantios, e as técnicas corretas para um plantio eficiente e com baixa mortalidade, realização de projetos de restauração ecológica mais assertivos e com as técnicas corretas”, explica a bióloga Mariza Barion Romagnolo.

 

No primeiro dia, na parte da manhã, a equipe realizou uma apresentação para os participantes, abordando conceitos em Restauração Ecológica, bem como trazendo as diferenças entre restauração e recuperação ecológica, sucessão ecológica e a legislação referente à temática. Além disso, trouxeram um diagnóstico da área de Borrazópolis, contemplando o histórico, fatores de degradação e o seu potencial de recuperação.

Palestrantes do curso Técnicas de Restauração Ecológica

Ainda, os envolvidos no curso puderam aprender mais sobre conceitos relacionados a mecanismos de sucessão ecológica, origem das espécies, tanto nativas, quanto exóticas, bem como os tipos de espécies, sejam pioneiras ou não, além de como utilizá-las nas composições e plantios.  

 

Já na parte da tarde, aprofundaram-se na teoria do tema principal: Técnicas de Restauração. Com isso, os participantes aprenderam um pouco mais sobre como é promovida a seleção de espécies, com base na legislação vigente e aspectos ecológicos, como ocorre a implantação com o preparo do solo, plantio e tratos culturais, e, por fim, em como realizar o monitoramento, mais uma vez, com atenção à legislação e também tratos culturais.

 

No segundo dia, os participantes colocaram a mão na massa! A parte prática do curso contemplou o preparo dos insumos e covas, o plantio das mudas em linha e nucleação, a irrigação e a semeadura direta, fazendo com que os envolvidos não ficassem apenas com o aprendizado teórico mas, de fato, aprendessem a aplicá-los no dia a dia. 

Aplicação prática do curso Técnicas de Restauração Ecológica com os participantes

“O NAPI é fundamental para a realização do curso porque promove o desenvolvimento e a aplicação de técnicas corretas voltadas para os plantios de restauração ecológica. Quanto mais eficientes forem essas técnicas, maior será a preservação dos ambientes naturais, assegurando a manutenção dos recursos genéticos e a variabilidade da biodiversidade. Dessa forma, o NAPI contribui diretamente para a conservação da diversidade gênica, fortalecendo os ecossistemas e garantindo sustentabilidade a longo prazo”, afirma Romagnolo.

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