O evento fez parte da programação da Semana Araucária
O desenvolvimento científico no Paraná não fica preso apenas dentro dos laboratórios e universidades, mas tem mostrado todo o seu potencial no cotidiano dos paranaenses. Por isso, mais uma vez, todo esse conhecimento escapou das limitações das paredes dos centros universitários para ser exposto durante a Semana Araucária de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).
O evento, promovido pela Fundação Araucária, ocorreu entre os dias 10 a 12 de março, em Curitiba, no Campus da Indústria, tendo como tema “Recursos públicos transformados em conhecimento e desenvolvimento”. O objetivo foi divulgar todas as soluções que têm sido desenvolvidas pelos cientistas e pesquisadores do Estado e que melhoram o nosso dia a dia, impulsionam o desenvolvimento do Paraná e ajudam a construir o futuro.
Os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) tiveram espaço de destaque durante o evento, que contemplou a 4ª Semana dos NAPIs e, claro, o NAPI Biodiversidade esteve presente, com as ramificações dos Recursos Genéticos e Biotecnologia, Serviços Ecossistêmicos e RESTORE. Pesquisadores, universidades, empresas e gestores públicos puderam ver de pertinho os trabalhos desenvolvidos dentro do Arranjo.
Na quarta-feira, 11, o Arranjo foi apresentado aos participantes em um dos palcos do evento, contemplando o que foi desenvolvido pelos pesquisadores no último ano e quais são as expectativas para o futuro dos trabalhos. Na quinta-feira, 12, o NAPI compôs um dos estandes para a exposição dos Arranjos.
Pesquisadores do NAPI Biodiversidade no estande do Arranjo durante o evento Semana Araucária
O NAPI Biodiversidade: Recursos Genéticos e Biotecnologia apresentou a forma como é realizado o uso aplicado dos recursos genéticos do Estado para o formação de soluções biotecnológicas, desde o desenvolvimento de insumos para proteção de plantas contra estresses ambientais, como doenças ou falta de água, até a formulação de substitutos de componentes plásticos por biomateriais, algo que agrega diretamente na preservação ambiental.
No estande do NAPI Biodiversidade: RESTORE, foram expostos exemplares de mudas de espécies arbóreas nativas da Mata Atlântica, utilizadas em reflorestamento, mostrando a diversidade presente no Estado. “Nós também apresentamos soluções baseadas na natureza que foram desenvolvidas e testadas no NAPI para aumentar o crescimento e a resistência à seca das mudas, como o uso de nanopartículas, mostrando a diferença visual de plantas que foram tratadas e as que não foram”, explica o coordenador do Arranjo, Halley Caixeta de Oliveira.
Já no estande do NAPI Biodiversidade: Serviços Ecossistêmicos, os pesquisadores do Arranjo apresentaram para os participantes o trabalho de extensão desenvolvido, que consiste na visita em escolas para realizar um trabalho educativo sobre os sistemas aquáticos. Os cientistas têm a oportunidade de explicar sobre alguns componentes do ambiente, como os seres macroinvertebrados, plânctons e fitoplânctons e macrófitas aquáticas e, de que forma, o estudo dessas comunidades colabora para a análise da qualidade da água no Paraná.
