Evento ocorreu no Parque Governador Ney Braga
Quando pensamos em inovação, nosso cérebro faz uma rápida ligação com temas tecnológicos e futuristas. No entanto, a inovação não se restringe apenas a estas questões, afinal, ela é essencial em todos os campos de vivências, na busca de melhorias para a existência na Terra. E foi com esse foco que o Festival Internacional de Inovação de Londrina (FIIL) estruturou a programação para a edição de 2025.
O evento ocorreu no Parque Governador Ney Braga, nos dias 27 e 28 de novembro, fruto de uma iniciativa da Estação 43 – Ecossistema de Inovação de Londrina, que reúne as principais governanças de inovação da cidade, como Redfoot Brasil, Agrovalley, APL de TIC, Icon, IntegraQM, Londrina Inteligente, Lavi, Inovemm, Governança das IES, Governança do Turismo, Salus e Comércio Infoco. A Fundação Araucária e o Governo do Estado do Paraná também tiveram participação fundamental ao apoiar e financiar o evento.
Foram selecionados três eixos temáticos para a promoção de debates e palestras: ‘Tecnologia como Vetor de Transformação’, ‘Impacto como Critério de Relevância’ e ‘Futuro como Horizonte’. O primeiro teve como base a exploração de tendências tecnológicas emergentes, a reflexão sobre novas fronteiras do conhecimento, além de transformações em modelos produtivos e sociais, bem como a inovação como força propulsora de mudança.
Já o segundo eixo abordou sobre os efeitos reais da inovação sobre a sociedade, quais os caminhos para inclusão e desenvolvimento sustentável, o fortalecimento de ecossistemas e territórios, além da melhoria das condições de vida e competitividade. Enquanto isso, o eixo ‘Futuro como Horizonte’ tratou da construção de cenários estratégicos e inspiradores, da antecipação de desafios e oportunidades globais, bem como da preparação de lideranças para contextos incertos e da imaginação de futuros possíveis e desejáveis.
O objetivo do FIIL era promover valiosas conexões entre investidores e empreendedores, possibilitando o acesso às últimas tendências em inovação e tecnologia, bem como à oportunidades de parcerias estratégicas. Além disso, os participantes foram capazes de realizar um rico networking com profissionais de diversas áreas ao mesmo tempo que puderam ampliar a visibilidade da sua empresa ou projeto.
Como é o caso do NAPI Biodiversidade, que ocupou seu espaço de relevância como iniciativa inovadora no meio científico e da sustentabilidade. O coordenador do NAPI Biodiversidade: RESTORE, doutor Halley Caixeta de Oliveira, participou de um painel sobre ‘Inovação Verde na Prática: Perspectivas do Campo, da Ciência e das Startups’, com a diretora da startup MS Bioscience, Carla Porto; das produtoras rurais, Vivian Yurie Uemura e Ana Catarina Gallerani; e da mediadora da conversa e diretora de Inovação da Sociedade Rural do Paraná – responsável pelo Parque Tecnológico da Sociedade Rural do Paraná (SRP Valley) –, Tatiana Fiuza.
Participantes do painel ‘Inovação Verde na Prática: Perspectivas do Campo, da Ciência e das Startups’
A discussão contou com quatro visões bem diferentes sobre inovação na agricultura, permitindo a conexão de diferentes entendimentos e a visualização de como seriam possíveis as suas colaborações e conexões.
“É muito importante conectar esses diferentes players. São visões que, apesar de serem diferentes, são complementares. Pelo lado da ciência, muitas vezes, desenvolvemos muito conhecimento, mas há uma dificuldade em aplicá-lo. Com eventos como o FIIL, a gente consegue entender as necessidades dos diferentes setores e aplicar todo esse conhecimento”, explica Oliveira.
O coordenador ressalta que é um ótimo espaço para chamar atenção para a própria biodiversidade, que, com frequência, não é valorizada quando se pensa em inovação, já que o setor agrícola se concentra em questões envolvendo a tecnologia, química e aplicações técnicas, deixando de ver, no processo, o valor da biodiversidade. Esta que é essencial, não apenas pensando na conservação do meio ambiente, mas para os próprios produtores rurais, com a preservação dos serviços ecossistêmicos e recursos genéticos que compõem as lavouras e plantações.
“Também é muito importante alimentarmos redes multidisciplinares de pesquisa, como o próprio NAPI, em que há pessoas de química, biologia, agronomia, ecologia, comunicação… É uma iniciativa da Fundação Araucária que consegue reunir expertises de diferentes áreas em um único lugar, aproximando a ciência de outros stakeholders, dos empreendedores, de startups, e fazendo com que a pesquisa não gere apenas conhecimento básico, mas também de atenda às demandas da sociedade”, explica o coordenador do Arranjo.
