NAPI Biodiversidade: RESTORE promove Workshop

O evento ocorreu durante o VIII Simpósio de Bioquímica e Biotecnologia e I Congresso Paranaense de Biotecnologia

O VIII Simpósio de Bioquímica e Biotecnologia (SIMBBTEC) e o I Congresso Paranaense de Biotecnologia (CPBiotec), além de contar com brilhantes palestras, foi espaço do 2º Workshop do NAPI Biodiversidade: RESTORE, que ocorreu nos dias 26 e 27 junho, no Anfiteatro Cyro Grossi, na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

 

O NAPI Biodiversidade: RESTORE está chegando no último ano do seu primeiro ciclo de financiamento e a proposta deste workshop foi mostrar para a sociedade os avanços obtidos ao longo do ciclo, além de ser uma forma de aproximar diferentes stakeholders do setor de restauração florestal. “Então, foi dada a voz para que esses diferentes setores que atuam em restauração florestal pudessem apresentar os principais desafios relacionados à restauração florestal, bem como as soluções que vêm sendo desenvolvidas”, explica o coordenador do Arranjo e professor da UEL, doutor Halley Caixeta de Oliveira.

 

O primeiro dia contou com a participação de órgãos públicos e privados relacionados à restauração florestal, além de órgãos do setor produtivo de insumos, tanto de nanotecnologias quanto de biológicos que poderiam ser aplicados em restauração, bem como de organizações não governamentais (ONGs). Tudo isso em mesas redondas com debates riquíssimos sobre os temas. 

Participantes durante o 2º Workshop do NAPI Biodiversidade: RESTORE

A abertura ficou por conta do coordenador do NAPI Biodiversidade: RESTORE, que contou sobre o Arranjo e as pesquisas desenvolvidas e, logo em seguida, começaram os debates das mesas. A discussão “Órgãos Governamentais: Desafios e caminhos para a Restauração Ecológica” foi conduzida pela representante do Instituto Água e Terra, Pollyana Born, com participação da Secretaria Municipal do Ambiente de Londrina.

 

Já o debate “Setor produtivo de execução da Restauração: Desafios e caminhos para a Restauração Ecológica” foi encabeçada pelo representante do Viveiro Flora Londrina, Henrique Garcia Rocha, junto do ReForest Latam, uma empresa de soluções climáticas focada em restauração florestal em larga escala na América Latina.

 

A terceira mesa redonda do dia, “Setor produtivo de desenvolvimento de tecnologias para a agricultura sustentável: Desafios e caminhos aplicáveis à Restauração Ecológica”, foi liderada pelo sócio da Biosphera: Agro Solutions – indústria de insumos biológicos –, Jackson Seiti Gundi, e o CSO da B.nano – empresa que desenvolve formulações com base em nanotecnologia.

 

Enquanto isso, a mesa “Sociedade Civil Organizada: Desafios e caminhos para a Restauração Ecológica” foi conduzida pelos sócios da Sociedade Chauá – ONG voltada à conservação da natureza: Pablo Hoffmann e André Sampaio. Participaram, também, representantes da ONG MAE – dedicada à pesquisa e conservação ambiental em Londrina. Além disso, estiveram presentes a assessora de Relações Institucionais e Inovação da Fundação Araucária, Cristianne Cordeiro Nascimento, e o coordenador do Núcleo de Projetos Internacionais, da Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social, da Casa Civil do Estado do Paraná, Filipe Braga Farhat.

Abertura do NAPI Biodiversidade: RESTORE com o prof. dr. Halley Caixeta de Oliveira

“A gente vê que está tudo muito compartimentalizado na nossa área de atuação, com cada um acaba trabalhando no seu mundo, então o evento é importante para promover essa aproximação e mostrar o quanto que a gente pode colaborar nesses diferentes setores entre si. Então, é fundamental propormos atividades que reúnam a universidade e todos esses diferentes setores para uma mesma finalidade que é a restauração florestal, em maior escala, mais eficiente e com maior sucesso”, comenta o coordenador Halley Caixeta. 

 

Isso porque, no RESTORE, são desenvolvidas diferentes tecnologias baseadas em nanotecnologia, em biomateriais inovadores produzidos a partir de resíduos da agroindústria e em microrganismos promotores de crescimento de plantas. Tecnologias estas que já foram testadas em diferentes níveis, com validação no campo e na universidade, ou seja, já são possíveis diversas parcerias para que as tecnologias continuem a ser aplicadas em prol da restauração florestal. 

 

Já o segundo dia foi carregado de palestras incríveis, começando com uma apresentação sobre a situação da Mata Atlântica da Argentina e do Paraguai, com pesquisadores das universidades argentinas Facultad de Ciencias Forestales e Universidad Nacional de Misiones, bem como representantes da Axial Naturaleza & Cultura – entidade de apoio a populações indígenas paraguaias.

 

“Foi muito importante a participação de potenciais parceiros que atuam com restauração florestal na Argentina e no Paraguai, para a gente ver a experiência deles no tema, já que o tipo florestal que temos no norte do Paraná é o mesmo de lá. Então, o avanço que eles têm tido no manejo e entendimento da biologia dessas espécies, pode ser algo para aplicarmos aqui também, assim como nós podemos desenvolver outras tecnologias que eles possam aplicar lá também”, afirma Halley.

Apresentações de pesquisas durante o Workshop do NAPI Biodiversidade: RESTORE

Para finalizar, os participantes realizaram visitas a estandes de pesquisas desenvolvidas no NAPI Biodiversidade: RESTORE e em instituições parceiras, como o Viveiro Flora Londrina e o Parque Estadual Mata dos Godoy.

 

“Nesse novo ciclo de financiamento do Arranjo a ideia é trazer esses parceiros de outros países. Nós já temos parceria com pesquisadores de países da Europa, como França e Alemanha, além de parcerias na Austrália, mas vimos que aqui do nosso lado, temos possíveis parceiros muito estratégicos, com o mesmo tipo florestal nosso e que a gente tem muito conhecimento a compartilhar”, comenta o coordenador do NAPI Biodiversidade: RESTORE.

Visita ao Viveiro Flora Londrina

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