Oficina sobre protocolo de ciência cidadã é ministrada no IFPR

Os alunos do Técnico em Meio Ambiente participaram da atividade

Em 2024, foi realizado o I Encontro Brasileiro de Ciência Cidadã, que contou com a presença de pesquisadoras do NAPI Biodiversidade. Se você ainda não está familiarizado com essa temática, dê uma conferida na matéria desenvolvida para o evento: “I Encontro Brasileiro de Ciência Cidadã conta com pesquisadoras do NAPI”. E para você que já ligado no tema, sabe que ele está cada vez mais em alta e mais popular!

 

Por isso, nada mais justo que novas pesquisas sobre ciência cidadã sejam integradas ao NAPI Biodiversidade. Foi aí que a discente de Ciências Biológicas e integrante do Grupo de Estudos em Ciência Cidadã (GECC), da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Victoria Marsiglia, encontrou espaço para desenvolver sua iniciação científica, que consiste em um protocolo de Ciência Cidadã para a identificação de plantas invasoras.

 

O trabalho é orientado pelas pesquisadoras do NAPI Biodiversidade: Serviços Ecossistêmicos, doutora Ana Alice Eleutério e a pós-doutoranda María Torres Martínez. O objetivo do protocolo é fornecer um passo a passo para que a comunidade em geral possa identificar e registrar espécies de plantas invasoras presentes em áreas urbanas, contribuindo com pesquisas sobre o impacto dessas espécies, que podem colaborar para a mudança de todo um cenário ambiental. 

Pesquisadoras apresentando os resultados preliminares da pesquisa desenvolvida

A pesquisa já se encontra na fase de aplicação do protocolo, o qual foi desenvolvido a partir de testes preliminares e já está prevista a sua aplicação em saídas de campo, contando com uma parceria com o Instituto Federal do Paraná (IFPR), de Foz do Iguaçu.

 

Além disso, a pesquisadora, junto com membros do GECC, Sonia Ospina, Julio Barbosa e Lucas Sobral, ministraram uma oficina sobre plantas invasoras e ciência cidadã para os 1º, 2º e 3º anos do curso Técnico em Meio Ambiente, do IFPR, nos dias 29 e 31 de janeiro de 2025.

 

A oficina iniciou com uma aula expositiva, abordando o conceito de plantas invasoras, suas categorias e as principais espécies encontradas em Foz do Iguaçu. Também foi apresentada a importância da coleta de dados e o papel da ciência cidadã, com destaque para o uso do aplicativo iNaturalist, que auxilia na identificação de plantas e animais, por meio de fotos, no registro das observações.

Pesquisadoras apresentando os cards de identificação gerados com a pesquisa

Os estudantes tiveram acesso aos resultados preliminares do projeto, incluindo a cartilha “Invasoras à Vista: Protocolo de Ciência Cidadã para Registro de Plantas Invasoras em Áreas Urbanas”, que contém fichas de identificação das espécies, uma ficha de campo e registros de saídas de campo piloto.

 

E claro que os alunos não ficaram apenas na teoria, também colocaram a mão na massa! Os participantes foram divididos em grupos, em que cada um recebeu uma cartilha para estudar uma espécie de planta invasora. Utilizando o iNaturalist, os estudantes buscaram informações sobre a espécie, como o número de observações na região e suas características.

 

Essa atividade foi como uma fase preparatória para engajar os alunos para as saídas de campo programadas para março, quando terão a oportunidade de realizar registros de plantas invasoras em áreas verdes de Foz do Iguaçu.

Alunos do IFPR durante a oficina

E não para por aí! Em maio, já está prevista a realização das saídas de campo com as turmas para aplicação do protocolo, bem como a publicação e impressão da cartilha, com o objetivo de ampliar sua divulgação e utilização.

 

“Essa iniciativa é essencial para o projeto, pois promove a ciência cidadã, conscientizando a comunidade sobre a importância do monitoramento e controle de espécies invasoras, contribuindo para a preservação da biodiversidade local”, afirma uma das orientadoras da pesquisa, María Torres Martínez. 

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