Ecologistas australianos promovem palestra no Paraná

O evento ocorreu na Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Para quem acompanha o NAPI Biodiversidade desde 2024, sabe que alguns pesquisadores australianos, da Macquarie University, visitaram o Estado do Paraná a convite do arranjo. A Missão dos Pesquisadores Estrangeiros, em abril do ano passado, proporcionou uma semana repleta de partilha de conhecimento e estreitou os laços entre os pesquisadores da Austrália e do NAPI.

 

E esse laço ficou ainda mais forte após o retorno, no finalzinho de dezembro, do pesquisador doutor Julian Schrader, para continuar com as suas colaborações de pesquisa, juntamente com a pesquisadora doutora Cornelia Sattler.

 

Os ecologistas fizeram uma primeira parada no Cânion Guartelá, localizado entre os municípios de Castro e Tibagi, no Paraná, e considerado o sexto maior cânion do mundo em extensão e o mais longo do Brasil. Assim, puderam conhecer uma das belezas mais impactantes do Estado e mais da nossa fauna e flora.

Pesquisadores no Cânion Guartelá

Em seguida, foram para Londrina compartilhar as pesquisas desenvolvidas na Austrália e também formalizar grandes parcerias científicas com pesquisadores paranaenses. 

 

Na parte da manhã, os cientistas australianos realizaram palestras no Centro de Ciências Biológicas (CCB), da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Schrader realizou a apresentação “The future of island ecosystems: a macroecological perspective”, abordando sobre um dos maiores impactos na diversidade das espécies de plantas: a temperatura.

 

Em especial com as mudanças climáticas, Schrader busca, com a sua pesquisa, entender quão rápido nós ganhamos e perdemos espécies conforme as mudanças de temperatura dos continentes do mundo, chegando a dados de que em uma diferença de 10°C, há um ganho de espécies de 20% e perda de 15%, dessa forma, o cenário de espécies vegetais pode mudar totalmente.

Pesquisadores no Centro de Ciências Biológicas (CCB), da Universidade Estadual de Londrina (UEL)

Já Sattler apresentou sobre os seus trabalhos com abelhas produtoras de mel e de divulgação científica. A pesquisadora atua diretamente com os apicultores, oferecendo consultoria, orientando sobre melhores formas de cultivo e de monitoramento das colmeias. 

 

Além disso, trabalha com criação de conteúdo e edição audiovisual no seu canal do YouTube, o EcolClips, que trata acerca de informações sobre ecologia, com o objetivo de “traduzir” a linguagem científica para uma linguagem mais popular.

 

No canal, ela realiza entrevistas com experts no campo da ecologia, sobre tópicos específicos, além de produzir vídeos mais curtos sobre fatos ecológicos curiosos. E a importância de um conteúdo assim, de acordo com a pesquisadora, é proporcionar visualização e exemplificação para a ciência, além de educação de qualidade, confiança na ciência e acessibilidade, para que qualquer pessoa compreenda ciência, mesmo se não for da área da ecologia. 

Ecologistas australianos realizando suas palestras na Universidade Estadual de Londrina (UEL)

E todo esse conhecimento agregará um projeto proposto ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), que tem o objetivo de promover divulgação científica, conectando universidades do norte ao sul do Brasil.

 

Para finalizar o dia mais perto do meio-ambiente, os pesquisadores australianos conheceram o Parque Municipal Arthur Thomas, entrando em contato direto com um pouco da biodiversidade brasileira, em especial, com espécies da Mata Atlântica. 

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