Pesquisadores conquistam selo Patente Verde

O selo é concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)

O NAPI Biodiversidade encerra o ano de 2024 com uma conquista grandiosa: um selo Patente Verde! Ele é concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), para tecnologias focadas em sustentabilidade, energias alternativas, gestão de resíduos e agricultura, entre outras áreas.

 

Os inventores Juliana Moço Corrêa, Fabiana Gisele da Silva Pinto, Debora Marina Bandeira, Gerson Nakazato, Renata Katsuko Takayama Kobayashi, Larissa Valéria Laskoski e Joelma Marques Batista desenvolveram uma nanopartícula sustentável, que pode substituir compostos químicos utilizados em produtos de higiene, limpeza e agricultura.

 

A nanopartícula começou a ser produzida há dois anos, no Laboratório de Microbiologia e Biotecnologia (LAMIBI), da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), no contexto do Programa de Pós-graduação em Conservação e Manejo de Recursos Naturais (PPRN). O material foi finalizado com parte da equipe do NAPI Biodiversidade: Recursos Genéticos e Biotecnologia. 

 

A tecnologia é um processo inovador de síntese de nanopartículas de prata, utilizando extrato aquoso de folhas de bananeira (Musa x paradisiaca L.). Isso o torna ambientalmente sustentável e evita o uso de produtos químicos tóxicos, especialmente quando pensamos na substituição do composto químico triclosan, utilizado em sabonetes, pastas de dentes e shampoos.

 

Além de ser uma amiga do meio ambiente, a inovação tem baixo custo e um método de produção mais simples. O extrato da bananeira atua como redutor e estabilizador das nanopartículas a temperatura ambiente, sem necessidade de aquecimento, estabilizadores químicos ou solventes tóxicos. 

 

A Patente Verde foi concedida, justamente, por conta dessa eficácia de substituição de um composto químico por um sustentável. Mas, também, por apresentar um ótimo desempenho contra bactérias super-resistentes, bem como possuir atividade antifúngica e antiviral contra os vírus da herpes e da Covid-19.

 

E os pontos positivos não param por aí! Afinal, a folha de bananeira é um resíduo agrícola abundante no Brasil, dessa forma, os pesquisadores também conseguiram encontrar um fim útil e sustentável para esse resíduo. Além disso, há a produção de nanopartículas com potencial biotecnológico em aplicações médicas e ambientais.

 

Nada como um selo Patente Verde para fechar o ano com chave de ouro, não é mesmo? E que venham muito mais inovações científicas em 2025!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *